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António Lobo Antunes | 1942 – 2026

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Foi com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de António Lobo Antunes.

Considerado um dos maiores escritores da literatura contemporânea portuguesa, foi frequentemente apontado como um dos mais fortes candidatos ao Prémio Nobel da Literatura durante vários anos, tendo construído ao longo de mais de quatro décadas um universo literário próprio, marcado por narrativas fragmentadas, múltiplas vozes e uma escrita exigente que renovou a ficção portuguesa.

Autor de mais de três dezenas de romances, apesar de anunciar várias vezes que deixaria de escrever, Lobo Antunes regressava sempre ao trabalho, marcando gerações de leitores.

Lobo Antunes escrevia à mão, numa caligrafia miúda, antes de passar os textos a limpo em folhas A4. Em várias entrevistas, explicou que nunca fazia planos para os romances. “As imagens vêm ter comigo não sei bem como nem de onde”, disse numa dessas conversas, insistindo que a memória era o verdadeiro motor da escrita: “A imaginação não existe. O que existe é a memória. A maneira como arranjamos os materiais da memória”.

Com a sua morte desaparece uma das figuras maiores da literatura portuguesa das últimas décadas.

A Direção e os colaboradores da APEL prestam homenagem à sua memória e à sua obra, e apresentam as mais sentidas condolências à família, amigos e a todos quantos com ele partilharam o amor pela palavra escrita.

Imagem @ Tiago Miranda (Expresso)